BARATAS

As baratas são os insetos mais comuns ao convívio humano, no entanto, das cerca de 4.000 espécies existentes, a sua maioria é silvestre. Apenas menos de 1% busca o convívio com o homem, devido às condições propícias relacionadas à disponibilidade de alimento, abrigo e água. Estas espécies são chamadas de baratas domésticas. Assim, baratas domésticas são aquelas que vivem dentro de residências (domicílios ou outras estruturas construídas pelo homem), no Peri domicílio (ao redor de estruturas) e seus anexos, tais como caixa de gordura, esgoto, bueiros e outros locais úmidos e escuros. A presença de baratas em nossos lares causa, sem dúvida, mais distúrbios para seus moradores (aflição, angústia, “stress”) do que qualquer outro inseto próximo ao homem. Parte desse incômodo se deve ao fato das pessoas não gostarem de nenhum tipo de inseto. Além do mais, existe uma crença de que a presença de baratas demonstra que o local não possui higiene e conservação adequadas.

No entanto, as baratas vivem em qualquer ambiente independente do grupo ético ou classe social. Embora muitas residências estejam muito bem conservadas, isto não impede que as mesmas venham a sofrer uma infestação a qual será limitada pela falta de alimento e abrigo para esses insetos, taxados como os mais repugnantes dentre os eu convivem com o homem. Popularmente, as baratas são consideradas veiculadoras de doenças causadas por disseminação mecânica de patógenos diversos tais como esporos de fungos, bactérias, vírus, etc, nas pernas e corpo, adquiridas quando percorrem esgotos e lixeiras ou outros lugares contaminados.

Principais tipos de baratas:
Baratinha (Blatella germânica): é a menor das baratas domésticas medindo de 13 a 14 mm. Apresenta corpo amarelo pardo, patas um pouco mais claras e por cima do tórax duas manchas negras. O macho e a fêmea possuem asas das quais raramente se utilizam, servindo, sobretudo de pára-quedas quando saltam. As fêmeas voam ainda menos que os machos. A expulsão da ooteca é lenta ficando na cavidade genital, quase um mês (25 a 40 dias). Cada ooteca contém de 20 a 40 ovos. A eclosão, no entanto é rápida e as baratinhas começam a sair da ooteca logo meia hora depois que ela foi deixada no solo. A duração do desenvolvimento das larvas varia, sendo que nos países quentes ocorre entre dois a dois meses e meio e nos países frios de quatro a oito meses. Em região a 10ºC de temperatura demora de 12 a 14 meses. Durante a vida uma fêmea põe apenas quatro ootecas. Estas baratinhas se nutrem, por vezes, com percevejos de leito que encontram e, em tais casos, podem ser consideradas úteis.

Barata vermelha (Periplaneta americana): grande barata, com tamanho médio 33 a 34 mm, para os machos e 28 a 34 mm para fêmeas. Apresenta cor avermelhada tendendo para o marrom, o tórax mais largo traz de cada lado duas largas manchas escuras, antenas longas e finas, voadora e em repouso as asas passam o abdome. Esta espécie tida como originária da América do Sul, por isso chamada de barata americana, acha-se espalhada pelo mundo inteiro. A sua ooteca contém 16 ovos. A fêmea transporta os ovos alguns dias, ficando os quais, mais seguros do que as outras espécies, ela cava, com o auxílio das mandíbulas uma pequena covinha no canto ou no solo e aí deposita os ovos cobrindo com fragmentos de papel, poeira, terra e o que pode dispor e que se grudam a ela devido a certas secreções e aos seus excrementos. Seus ovos levam 75 dias para se desenvolverem. A Periplaneta americana põe em média 51 ooteca durante os seus 13 e 25 meses de vida.